Perguntei-me, será que isso se passa mesmo no Brasil? Os desfiles das escolas de samba costumavam ser a grande prova de que as brasileiras eram lindos limões, tâmaras e — no máximo — mangas (por exemplo a Golebeza, ao lado). Agora a maioria é melão e não tem nada para baixo de coco. Veja bem, caro (a) leitor (a)… não é que eu não goste dessas frutas… Muito pelo contrário. Só estou dizendo que pode cansar um pouco o paladar essa necessidade por formatar, o corpo.
Não assisto desfile de escola de samba desde que internet existe. Quer dizer, não assistia. Domingo de carnaval à noite, com insônia, sem computador, sem um livro para ler… Cheguei a revirar a cama procurando uma etiqueta de lençol para ler… Não tinha nada… O pior é que a rede do plim-plim era o único canal que sintonizava.
Fiquei embasbacado com os desfiles cirurgicamente turbinados. Caso esteja se perguntando: Não. Não estou falando de carro alegórico tunado para passar a 170Km/h pela avenida.
“Não, isso não é no Brasil”. Eu repetia. Onde diabos está o topless antes tão comum na avenida? Tive que assistir duas horas do programa mais tedioso do ano (para você ter uma idéia eu preferia ter assistido infomercial das facas Ginsu ou das meias Vivaria vinte vezes seguidas) para , em um único carro alegórico, ver quatro cocos e meia dúzia de melões sem casca. Não foi mais do que quinze segundos de alegria.
Modelo novo e “melhorado”
Como se a mÃdia não pressionasse as meninas o suficiente, bombardeando suas pequenas mentes com imagens de corpos perfeitos ou produtos para que os dela fiquem desse jeito, agora elas sentirão que têm que fazer um implante de seios aos 12 anos de idade. Dá uma olhada nesse comercial da Dove, sobre isso.
No final se escreve: “Converse com a sua filha antes que a indústria da beleza o faça”.




Willing.Reeve escreveu,
Concordo Plenamente!
Já havia percebido isso, mas sabe que até fica mais bonito
| Link | 5.02.2008 at 14:26